Texto de Eneide
Pompiani de Moura sobre o tema “Como
se estuda Filosofia” baseado no fórum de discussão da disciplina
"Metodologia de Pesquisa em Filosofia" do curso de Pós-graduação
em Filosofia da Existência - Universidade Católica de Brasília - Polo: São Paulo, coordenado pelo Prof Vicente Sergio Brasil
Fernandes (maio/2012).
Outro
ponto para se estudar filosofia está na questão histórica do pensamento.
O estudo da filosofia deve passar pelo estudo
da história da filosofia. Não obrigatoriamente no sentido da dialética de
Hegel, mas como necessidade, em um primeiro momento, do estudante de filosofia,
especificamente o iniciante, de abarcar a evolução do pensamento e o que o
condiciona, como o momento histórico geral vigente em variados campos de ação
humanos, o que acaba por vezes determinando uma corrente filosófica. Nesse
sentido, o pensamento filosófico é muitas das vezes válido somente naquele
contexto em que se situa.
É
através da histórica da filosofia que o aluno possa adentrar e aprofundar a
noção dos conceitos filosóficos, que permeará todo o seu estudo posterior,
quando voltado diretamente aos textos filosóficos propriamente ditos.
Marilena
Chauí acredita que a filosofia é como se fosse uma experiência de reflexão em
relação à reflexão de uma experiência.
Lembrando
que qualquer estudo, incluindo a filosofia, vem a necessidade de conhecimento.
Mas,
de onde vem a necessidade de conhecimento daquele que sabe apenas que não sabe?
Talvez a resposta esteja ligada ao próprio fato desse sujeito não saber e ter
consciência disso, o que é uma condição humana. Assim o estudo da filosofia é a
tentativa possível de se alcançar determinado conhecimento, o qual, no entanto,
fica restrito e particularizado ao ser humano.
É sabido que a filosofia não é um
conhecimento acabado, mas uma procura, um interesse pelo saber. Assim, uma das
primordiais condições de possibilidade de toda a atividade que pode ser
designada como filosófica e um dos mais importantes critérios para avaliar da
justeza do atributo "filosófico" é justamente a convicção profunda
daquele que filosofa por saber não possuir uma verdade ou um saber
inquestionavel. Aliás, como dizia, K. Jaspers, de que não é tanto a posse, mas
a procura da verdade ou do saber o que caracteriza a filosofia e a atividade
correspondente.
autora:
Eneide Pompiani de Moura
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.